sobre a velocidade dos anos amorosos

há ainda eco na cidade
refratando a paisagem
entre os prédios e teu rosto.

ano passado acordaste tarde,
quiseste dormir de novo mas a urgência
do futuro te faz amanhecer cedo.

a imensidão dos segundos, dedos.
a poeira dos anos, pele.

perco-me na lentidão das horas imaginárias,
lembro o espaçar das memórias pontuais,
imagino-me no que é de teu conhecimento.

———————

conversa com “sobre a lentidão das horas imaginárias” da angélica.

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